O governo federal identificou, até o momento, 45 casos de violência política desde o último sábado (24). Desses, dez foram assassinatos, sendo três de indígenas; sete casos de atropelamento intencional; 14 casos de agressões físicas, como espancamentos e esfaqueamentos; cinco casos de disparo de arma de fogo; outros cinco casos de coação de povos indígenas; e seis casos de abuso de autoridade e violência policial.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou, nesta quarta-feira (28), que o governo vai coordenar ações para responsabilizar os agressores.
“Todos vocês acompanharam, e acho que o Brasil acompanhou perplexo, chocado, imagens de pessoas sendo agredidas, mortas, inclusive mulheres, inclusive pessoas idosas, inclusive crianças, por estarem comemorando a vitória do presidente Lula. Isso é inadmissível. As medidas que nós vamos anunciar aqui hoje respondem ao anseio e a um sentimento da sociedade que não tolera violência política. Isso não cabe na democracia, isso é próprio de barbárie.”
Os estados com o maior número de casos são: Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.
O ministro Guilherme Boulos ressaltou que a violência não ficará impune.
“Não haverá impunidade nesses casos. Isso é inadmissível. Nós vivemos um processo democrático e, como em toda eleição, um ganhou e o outro perdeu. Termino me solidarizando e expressando, em nome do presidente Lula, em nome do nosso governo, a nossa solidariedade, em particular aos familiares das dez vítimas fatais, vítimas de homicídio por razões políticas, e o nosso compromisso de que os agressores, os criminosos, serão investigados e punidos.”
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou que está monitorando os casos de violência política no país e acompanhando a atuação das polícias militares e civis na elucidação daqueles considerados crimes comuns, bem como a atuação do Ministério Público. Casos envolvendo crimes de competência da Polícia Federal, como ataques a indígenas, crimes eleitorais e violência digital contra mulheres, também estão em apuração.
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