Oficialmente, a Casa Branca justifica que a suspensão dos ataques entre Estados Unidos e Irã é uma tentativa de reabrir espaço para a diplomacia. Uma delegação de Oman está em Teerã, capital iraniana, para discutir a liberação do estreito de Ormuz. A imprensa americana, por outro lado, noticiou que o presidente Donald Trump foi alertado que a escalada do conflito tinha reduzido drasticamente os estoques da defesa aérea do país na região.

O governo iraniano também suspendeu a ofensiva contra bases americanas, mas alertou que responderiam a qualquer ação militar contra seu território. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país mantinha firme controle do estreito de Ormuz e não buscava negociações com os Estados Unidos. “Nunca permitimos e jamais permitiremos que os Estados Unidos determinem quando há guerra ou paz. Nós nos defenderemos sempre que nossos interesses ou as circunstâncias assim o exigirem. Sempre que acreditarmos que podemos utilizar a diplomacia como ferramenta para salvaguardar nossos interesses nacionais, certamente a utilizaremos para esse fim”, declarou o porta-voz.
Iêmen
Apesar da interrupção dos confrontos no Golfo Péssico, no Mar Vermelho, os Houthi, grupo armado do Iêmen, aliado do Irã, afirmaram ter atacado instalações de energia da Arábia Saudita no final de semana. Imagens de satélite captaram a fumaça da ofensiva. O governo iemenita, apoiado pela Arábia Saudita, informou ter atingido instalações do grupo.
Israel
O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vai se reunir com o presidente Donald Trump. O encontro acontece no momento em que a guerra no Oriente Médio completa cinco meses. Antes de embarcar, Netanyahu disse que o Irã será uma das principais pautas.
* Com informações da Agência Reuters.
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